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A IGREJA PODE ALTERAR O HORÁRIO DO CULTO POR CAUSA DE UM EVENTO ESPORTIVO?

  A Igreja pode alterar o horário do Culto para que os cristãos possam assistir um evento esportivo? Esse tem sido o debate da semana referente ao jogo da Seleção Brasileira agendado para o dia 05 de junho de 2026 às 17h. Para muitos líderes religiosos, o horário do Culto pode ser alterado porque é um evento cultural. Enquanto outros afirmam que tal prática é inadmissível porque é uma transgressão do quarto mandamento da Lei de Deus. Também encontramos igrejas que decidiram colocar telões em seu espaço e, logo após, os crentes cultuarão.   Todavia, o que está em jogo não é necessariamente o horário do Culto, mas a observância (ou a falta dela) do Dia do Senhor. Acredito que o grande problema da igreja evangélica brasileira é o secularismo que influenciou a observância desse mandamento. Enquanto isso, nas igrejas reformadas, além do secularismo há a falta de compreensão e ensino quanto ao assunto. Talvez por isso, haja tanto debate quanto a mudança do horário do culto por causa...
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O CRISTÃO PODE PARTICIPAR DE FESTA JUNINA?

  O apóstolo Paulo escreveu a primeira carta aos coríntios com a finalidade de responder alguns questionamentos da igreja e exortá-la quanto a unidade. Paulo tomou conhecimento, pelos da casa de Cloe (1Co 1.11), de que a igreja em Corinto estava enfrentando problemas relacionados a comunhão. Além disso, os crentes tinham dúvidas relacionadas a alguns assuntos, dentre eles, se um cristão poderia comer carnes sacrificadas a ídolos. A resposta de Paulo foi: " 23 Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. " (1Co 10.23 ARA). Aqueles que são dominados pelo legalismo ou moralismo, geralmente, se utilizam desse versículo para fundamentar que os cristãos devem se abster de determinadas práticas. Todavia, se esquecem de ler o restante do texto: " 24 Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem. 25 Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência; 26 porque do Senhor é a terra ...

VERE DEUS ET VERO HOMO

  O Concílio de Niceia em 325 d.C foi responsável por defender a ortodoxia cristã contra os ataques heréticos arianos daquele tempo quanto à pessoa de Cristo. A doutrina ariana afirmava que Jesus não é o Deus eterno, que Jesus foi criado antes da fundação do mundo, ou seja, houve um tempo em que o Filho não existia, e que Cristo é superior às demais criaturas, mas não é o verdadeiro Deus. Todavia, o Concílio afirmou que Jesus é o próprio Deus encarnado, que o Filho possui a mesma natureza (substância, essência) do Pai. Em 431 d.C ocorreu o Concílio de Constantinopla e, na ocasião, a heresia combatida foi o nestorianismo. O nestorianismo defende que há em Jesus duas pessoas, a divina e a humana. Mas o Concílio combateu essa heresia afirmando que há apenas uma pessoa em Jesus, a divina – o Filho de Deus. Jesus é a encarnação da Pessoa Divina – o Filho. Jesus possui duas naturezas – divina e humana – que estão unidas numa única Pessoa. Durante o Concílio de Calcedônia, em 451 d.C., a ...

DESCOBRINDO OS ÍDOLOS DO CORAÇÃO

O Dr. David Powlison, em seu livro Seeing With New Eyes (“Enxergando com novos olhos”) traz uma lista interessante para um teste de diagnóstico que nos ajudar a identificar os ídolos do nosso coração. Abaixo trarei as perguntas feitas por Powlison e as considerações e comentário feitos por mim. O que mais me preocupa? O que me preocupa? Com o que eu sonho acordado? Algumas coisas e pessoas são responsáveis por tirar o nosso sono e afetar nossa qualidade de vida. Por isso, precisamos avaliar as preocupações do nosso coração. Aqui podemos listar o nosso casamento, a nossa família, os nossos filhos, a vida financeira, a vida profissional, o exercício eclesiástico, a situação do país e assim por diante. O que, se eu fracassasse ou perdesse, me faria sentir que nem quero mais viver? Nesse ponto podemos listar a saúde, o emprego, um filho, o cônjuge, o status social, os investimentos financeiros etc. O que eu uso para me consolar quando as coisas ficam pesadas ou difíceis? O álcool, o...

CRISTÃOS NÃO CELEBRAM A PÁSCOA

  A Festa da Páscoa é uma das festas do calendário judaico. Essa festa foi instituída no contexto da libertação do Egito (Êx 12.1-30). Antes da última praga – a morte dos primogênitos – o Senhor ordenou, por meio de Moisés, que cada família de Israel imolasse um cordeiro e pintasse as vergas das portas de suas casas com o seu sangue. O Anjo do Senhor passaria sobre a terra do Egito e todos os primogênitos dos homens e animais seriam mortos, com exceção daquelas casas onde o sangue estava nas portas.   A palavra “páscoa” vem do hebraico pesah que significa “passar sobre”. Essa é uma referência ao Anjo do Senhor passando sobre a terra do Egito trazendo o juízo de Deus. Anualmente, o povo de Israel deveria celebrar essa festa em comemoração à redenção operada pelo Senhor: " 4 São estas as festas fixas do Senhor, as santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado: 5 no mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor. " (Lv 23.4–5 ARA...

CRISTIANISMO BÍBLICO versus CRISTIANISMO CULTURAL

  Richard Dawkins foi um grande opositor da fé cristã. Entretanto, Dawkins disse ser um “cristão cultural”. Ele ama o clima mágico do Natal, ama as canções cristãs, ama o aparato religioso, mas não ama Cristo. Ele disse: “Gosto de viver em um país culturalmente cristão”, disse Dawkins, “embora eu não acredite em uma única palavra da fé cristã”. O problema não é Dawkins possuir essa mentalidade quanto ao cristianismo, mas perceber que muitos membros de igrejas vivem dessa forma. Por isso, surgiu uma nomenclatura para se referir a pessoas que pensam assim: “cristãos culturais” ou “cristãos nominais”.   O cristianismo cultural no Sul dos Estados Unidos, frequentemente chamado de “Bible Belt” (Cinturão Bíblico), é caracterizado pela incorporação da fé cristã, especificamente o protestantismo evangélico, na estrutura social, nas tradições e na identidade regional, indo além da prática religiosa individual. Nessa região, a religião é um componente central da vida cotidiana, influe...

JEJUM: CONCEITO E PRÁTICA

  O alimento, por vezes, é um ídolo. Alguns dizem: “Estou angustiado, preciso comer alguma coisa”. Ou dizem: “Estou deprimido, preciso afogar as mágoas na bebida”. Há quem diga: “Estou muito feliz, vamos beber até amanhã!”. Perceba que seja na tristeza ou na alegria o homem natural tende a entregar-se ao ídolo da bebida ou comida.   Tudo o que você não consegue viver sem é um ídolo. Se para ser feliz é necessária uma garrafa de cerveja, a bebida alcoólica é um ídolo. Se porque está ansioso precisa de um pote de sorvete, a comida é um ídolo. Se perdeu um ente querido e a vida não faz mais sentido, aquela pessoa é o seu ídolo. Se encontra realização no sexo sem compromisso, o sexo é o seu ídolo. Assim, percebemos que a idolatria não está restrita à devoção imagética, mas a tudo aquilo que traz conforto, segurança ou alegria ao nosso coração.   O jejum é um ataque a um desses ídolos. O pão e a água são extremamente necessários para a nossa subsistência. Mas, Moisés escre...