O Concílio de Niceia em 325 d.C
foi responsável por defender a ortodoxia cristã contra os ataques heréticos arianos
daquele tempo quanto à pessoa de Cristo. A doutrina ariana afirmava que Jesus
não é o Deus eterno, que Jesus foi criado antes da fundação do mundo, ou seja,
houve um tempo em que o Filho não existia, e que Cristo é superior às demais
criaturas, mas não é o verdadeiro Deus. Todavia, o Concílio afirmou que Jesus é
o próprio Deus encarnado, que o Filho possui a mesma natureza (substância, essência)
do Pai.
Em 431 d.C ocorreu o Concílio de
Constantinopla e, na ocasião, a heresia combatida foi o nestorianismo. O
nestorianismo defende que há em Jesus duas pessoas, a divina e a humana. Mas o
Concílio combateu essa heresia afirmando que há apenas uma pessoa em Jesus, a
divina – o Filho de Deus. Jesus é a encarnação da Pessoa Divina – o Filho. Jesus
possui duas naturezas – divina e humana – que estão unidas numa única Pessoa.
Durante o Concílio de Calcedônia,
em 451 d.C., a heresia monofisista foi combatida. O monofisismo afirma que
Jesus possui uma única natureza. Segundo essa heresia, a natureza humana foi
absorvida pela natureza divina formando uma terceira natureza. Sendo assim,
essa heresia afirma que Jesus é o produto final de uma síntese. Todavia, o
Concílio realizou a tão famosa declaração: “Jesus é plenamente homem e
plenamente Deus”. As duas naturezas são distintas, mas há apenas uma pessoa.
Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Isso é inseparável. De maneira
que não há como falar do Jesus homem sem se referir ao Jesus Deus e vice-versa (cf.
Jo 1.14; Cl 2.9; Fp 2.5-11; Hb 2.14-17; Rm 5.12-19).
Diante disso, quando nós voltamos
para o segundo mandamento da Lei de Deus lemos o seguinte: "4Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança
alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo
da terra. 5Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o
Senhor, teu Deus, Deus zeloso [...]" (Êx 20.4–5 ARA). Segundo a
interpretação da Assembleia de Westminster é proibido “fazer qualquer
representação de Deus, de qualquer ou de todas as três Pessoas, seja
interiormente na mente, seja exteriormente em qualquer tipo de imagem ou
semelhança de qualquer criatura; adorar tais imagens ou a Deus por meio delas
ou nelas;” (Pergunta 109 do Catecismo Maior de Westminster).
Portanto, se nós cremos que Jesus
é o próprio Deus – verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus – e suas naturezas
estão inseparavelmente unidas, logo, fazer qualquer imagem de Jesus é uma
transgressão do segundo mandamento da Lei de Deus. Algumas pessoas procuram justificar
o uso de imagens com a finalidade pedagógica, mas Deus não permitiu/ordenou
esse uso pedagógico. Outros afirmam: “Mas Jesus é homem!” Sim, mas também é
Deus. Divindade e humanidade estão inseparavelmente unidas. Quando Jesus chorou
não foi a humanidade dele que chorou, mas a Pessoa divina chorou. Quando Jesus
realizou milagres não foi a divindade dele que operou sinais, mas a Pessoa
divina.
Então, se utilizar de imagens de Jesus em materiais educacionais, filmes, séries, teatros ou escultura é uma transgressão do segundo mandamento da Lei de Deus. Nós somos convocados a servir ao Senhor em espírito. O próprio Cristo disse: "24Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade." (Jo 4.24 ARA). A Escritura não ordena uma adoração ou ensino sensorial, mas espiritual mediante a Palavra: "17E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo." (Rm 10.17 ARA).

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